Amores

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No título AMORES vou colocar situações, fatos, pessoas e memórias que fazem bem à minha alma, me deixam “leve”, me inspiram. Fotos, páginas de revistas, citações, acontecimentos, ou simplesmente uma receita mágica que me deixa bem, como por exemplo, “o almoço de domingo”do pai dos meus filhos, o mingau de maisena que minha mãe fazia  quando a gente adoecia e pelo qual valia a pena uma febre ou resfriado…rsrsrs. Essas lembranças tem um sabor muito bom  e quando quero me mimar, me acalentar as rememoro. Enfim, vou falar do que me dá a dimensão ou noção de amor, vou falar das minhas memórias afetivas, do que foi bom. Convido-o a fazer o mesmo, pois ao cultivarmos o que é bom não temos tempo para o que não o é !

 

MUSICA DA ALMA

Ultimamente não tenho produzido meus escritos… Escrever é a música da minha alma.
John Steinbeck em seu livro A Pérola discorre o que vem a ser a música da alma. Aquele refúgio, aquele som, aquele lugar, aquela lembrança, que permanece bem ao fundo esperando um espaço no seu cotidiano para tomar a proporção que tem, o acalento que vc almeja, o sentido que vc procura …
Então, ainda que eu não externe, eu analiso, pesquiso, constato, lembro, relembro, a vida, as coisas, as pessoas e assim vou fazendo meu apanhado mental que mais dia menos dia tomará a forma de um texto. E aí, o que foi escrito já não me pertence, tem que ser exposto, sair à rua, ver e ser visto!
Não necessariamente o que escrevo é inédito, surpreendente ou espantoso, porque escrevo sobre gente, sentimentos, emoções e como tal somos muito iguais, apesar das culturas diferentes, das condições vividas e das distâncias de origem e local onde nascemos e vivemos.
É, somos gente!
O poeta Manoel de Barros  disse numa entrevista que após o lançamento de um livro, ele imediatamente saía de cena, ia para o Pantanal tomar um banho de garças, que o distraísse do fato de sentir a alma desnuda após a publicação de sua obra, e, embora não haja proporção em nossos escritos, também tenho essa sensação de desnudar minha alma ao escrever e expor o que penso!
Mas corajosamente me exponho.Como já disse, somos gente!

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Divina em 22/02/2016

 

MINHA FAMÍLIA

Sou mãe de três mulheres e um homem. Tem dias que eu me pergunto como dei conta de criar quatro filhos; e nesses dias eu reconheço de forma muito consciente a fé que eu tenho em Deus, porque só o cuidado de Deus comigo justifica esse fato. Minha natureza sempre foi mais sonhadora que prática, tanto que eu precisei pedir ajuda a uma prima minha, para saber como é que se cuidava de uma casa com todos os afazeres domésticos e dos três filhos que eu tinha à época. Eu precisava de ordem, método, orientação no sentido literal, tipo primeiro vc faz isso, depois aquilo, etc…Outra constatação do quanto eu sou abençoada encontra-se nas pessoas que cruzaram meu caminho: vizinhos, amigos, tias do meu marido, cunhada, sogra, pai, mãe, irmãs, compadres, pessoas que passaram pela minha vida e de uma forma ou outra me ajudaram,  tanto de forma material, como na forma do apoio encontrado numa palavra, num abraço, num conselho.
Meus filhos por sua vez, também tiveram seus filhos e hoje somos em dezoito pessoas, só o meu núcleo familiar. Vou postar aqui a foto dessa grande e amada família, que foi e sempre será, nesta dimensão, o valor mais importante da minha vida!
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ALMOÇO DE DOMINGO
Minhas filhas e acho que eu também, só passamos a valorizar o almoço de domingo do pai delas, depois que não o tivemos mais. Nem êle e nem os almoços. O que sei é que para êle era uma manhã muito especial, onde ele preparava calmamente o nosso almoço, enquanto eu provavelmente lia uma revista, os adolescentes dormiam depois dos embalos de sábado á noite e mais tarde os dois primeiros netos já brincavam pelos arredores. Ah, e as visitas eram sempre bem-vindas, os primos, os cunhados, minhas irmãs, sempre apareciam para um convívio gostoso e  para apreciar o almoço. Outro dia li o livro de Frida Kahlo, e achei interessante a forma em que o livro entremeia as histórias da vida dela com as receitas que ela preparava para seu marido e seus amigos. Eu cozinho muito raramente e quando vou para a cozinha é uma grande demonstração de amor, uma vez que não sou habilidosa nessa arte, e admiro as pessoas que o fazem como dom , entre os quais certamente meu marido se encontrava. Hoje, quando minhas filhas estão precisando de um carinho na alma, elas propõem um almoço de domingo e é sempre muito bom! A receita é sempre a mesma e é atemporal: Carne de panela, maionese, farofa, arroz e macarronada. Simples, mas delicioso!
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MIMAR
Acho importante mimar. Gosto tanto de mimar, como de ser mimada.E penso, inclusive, que todos nós gostamos e precisamos falar o que nos toca, o que gostamos, o que nos remete a um sentimento bom de amor. Se não verbalizarmos, como uma mãe, por exemplo, que trabalha, estuda, vai ao mercado, paga contas, atende o marido, etc…pode fazer um mimo?
Observo que as mães e pais da geração abaixo da minha, já são muito atentos a isso, fico feliz de ver nas redes sociais, na vida real, nas saídas de escolas, nas conversas no trabalho, que esses pais e mães são atentos e fazem questão de ser presentes na vida de seus filhos, mimando, educando, e dando a eles tanto os bens materiais, como a atenção requerida. Há inclusive, jovens pais e mães, que gostariam de ter mais filhos, mas pela percepção de talvez, não conseguirem ser mais próximos e presentes, optam em ter menos filhos.
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FAMILIA
 
Família é uma instituição antiga… Tem seu valor, sua importância, seus segredos,  seus costumes.
Eu, na infância, tinha bem forte essa noção de família. A família do meu pai era muito próxima da nossa vida. Da minha mãe, não tanto…Lembro-me muito da minha avó paterna, do meu avô e de todos os tios e tias que compunham aquela família. De qual tia era a liberal, a amiga, a temida… A família da minha mãe não era tão claramente percebida, hoje entendo o porquê ( ela era filha de um homem solteiro, que a deu para que a mãe dele, sua avó a criasse ), e a admiro mais ainda, por todo o esforço e sacrifício que ela passou  para bem nos criar e nos fazer saber e sentir como família. Éramos em treze irmãos, filhos e filhas do Sr. Justo Gonzales, mestre de obras, construtor e pedreiro; e de D. Jorgelina, mãe de família e costureira Penso que família, como um bolo, tem receitas, dosagens, gostos e deve agradar ao maior número possível de seus integrantes. Não é fácil. Mas é o desejável. Mas essas divagações são apenas para que eu verbalize aqui, o grande amor e sentimento de compromisso e responsabilidade que sinto pela minha família! E, por ela, mais uma vez e sempre, agradecer as bençãos recebidas de Deus !download familia 3

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